HOME

 Comunidade dos Países de

Língua Portuguesa


Angola

Brasil

Cabo Verde

Galiza

Guiné-Bissau

Guiné Equatorial

 Moçambique

Portugal

 São Tomé e Príncipe

 Timor Leste

 

Escritores

(em formatação)

 

 

Artistas

(em formatação)

Galiza

A Galiza é uma nação organizada enquanto comunidade autónoma espanhola, com o estatuto de nacionalidade histórica. Situada no noroeste da Península Ibérica, ocupa o território histórico da antiga Gallaecia e do Reino da Galiza (409–1833).

Administrativamente está estruturada nas províncias da Corunha, Lugo, Ourense e Ponte Vedra. Geograficamente, limita a norte com o mar Cantábrico, ao sul com Portugal (Minho e Trás-os-Montes), a oeste com o oceano Atlântico e a leste com o Principado das Astúrias e Castela e Leão (províncias de Samora e de Leão). Possuía em 2015 cerca de 2 726 291 de habitantes, com uma densidade demográfica elevada nas faixas entre a Corunha e Ferrol, a noroeste, e Ponte Vedra e Vigo a sudoeste. Santiago de Compostela é a capital política, com um estatuto especial, dentro da província da Corunha. É na sua capital que se situa um dos mais importantes santuários católicos do Ocidente, a Catedral de Santiago de Compostela.

O hino da Galiza, Os Pinos, elaborado por Eduardo Pondal, refere-se à Galiza como a nação de Breogão, herói celta.

 

Capital: Santiago de Compostela

Presidente: Alberto Núñez Feijoo

Moeda: Euro

População:    2 762 198  habitantes

Línguas oficiais: Língua Galega (a origem da Língua Portuguesa); Castelhano

Governo: Junta da Galiza (Governo autónomo dentro da Espanha)

 

As primeiras provas da presença humana na Galiza datam de há cerca de 300.000 anos, no Paleolítico Inferior. Deste período existem diversos restos dos seus povoadores por todo o litoral. São também de destaque as descobertas na parte portuguesa do Rio Minho – de Caminha a Melgaço – e o da caverna Eirós, em Triacastela, no qual foram preservados restos de animais e líticos dos neandertais até ao Paleolítico Médio.

A sociedade estaria organizada num tipo de estrutura de clãs. Da época do megalítico depõe milhares de túmulos estendidos por todo o território, escondendo no seu interior uma câmara funerária de dimensões maiores ou menores, edificada com brames de pedra, conhecidas como dólmen.nA Na época do bronze atinge-se o desenvolvimento metalúrgico, impulsionado pela riqueza mineira. Devido às mudanças climáticas, vários povos da meseta migraram para o território da Galiza, aumentando a população e os conflitos entre povos. É a época de produção de diversos utensílios e joias de ouro ou de bronze, que foram até levadas além-Pirenéus.

A chegada dos celtas e seu assentamento até à fortificação nos seus castros produziu-se na segunda metade da Idade do Ferro, resultado da fusão com a cultura da Idade do Bronze e outros contributos posteriores, coexistindo em parte com a época romana. Os celtas trouxeram novas variedades de gado, o cavalo domesticado e provavelmente o centeio.

O primeiro povo celta que invade Galiza é o dos Sefes, no século XI a.C.. Submeterá os Estrímnios, mas este influirá no primeiro sobretudo no terreno da religião, da organização política e das relações marítimas com a Bretanha e a Inglaterra. Segundo Estrabão, a topografia predominantemente montanhosa da Galiza fez com que os galaicos fossem o povo mais difícil de vencer da Península Ibérica e tivessem derrotado grande parte dos povos da Lusitânia. É preciso dizer que a província romana dos galaicos, a Galécia (em latim: Gallaecia ou Callaecia), ainda não estava constituída política e administrativamente.

A Galécia passou de ser uma província romana a albergar um reino pelas mãos dos suevos; autores coetâneos, no fim da dominação romana, falavam de uma Galécia que possuía proporções muito maiores do que a actual Galiza, cujos limites permaneceram praticamente intactos até ao século XII, momento no qual Portugal deixou de pertencer à Galiza e ao Reino de Leão para passar a ter personalidade própria.

Com a chegada dos suevos em 411 d.C., a Galiza deixa de ser uma província romana para se tornar finalmente num reino com a corte fixada em Braga.

No século XII a Galiza começou a fragmentar-se e Leão, Castela e Portugal passaram a ser reinos com personalidade própria.

GOVERNO

O Estatuto de Autonomia da Galiza estabelece que os poderes da comunidade são executados por via do Parlamento, da Junta e da Presidência.

O Parlamento da Galiza é o representante máximo da comunidade, e sobre o qual recai o poder legislativo. É composto por 75 deputados eleitos por sufrágio universal através de representação proporcional por um período de quatro anos, na qual está também garantido o voto da diáspora galega.

A Junta da Galiza é o órgão encarregue do poder executivo e administrativo do governo. Composta pelo presidente, vicepresidente e dez conselheiros, coordena também as atividades das deputações provinciais.

O Presidente da Junta da Galiza dirige e coordena as suas ações e representa a comunidade autónoma. É membro do Parlamento e eleito pelos seus deputados.

POPULAÇÃO

Com uma população estimada de 2 718 525 habitantes, a Galiza é a quinta comunidade autónoma da Espanha. A sua densidade, de 92,94 hab./km², é ligeiramente superior à media espanhola e semelhante à europeia.

A população concentra-se na sua maioria nas zonas costeiras, sendo as áreas das Rias Baixas e o Golfo Ártabro (áreas metropolitanas da Corunha e Ferrol) as de maior densidade. A Galiza conta com sete localidades consideradas cidades: as quatro capitais (Corunha, Ponte Vedra, Ourense e Lugo) além de outras três cidades: Santiago de Compostela (capital administrativa) e as cidades industriais de Vigo e Ferrol.

O concelho mais povoado é o de Vigo, com 292 817 habitantese a Corunha é o concelho com maior densidade populacional (6449,32 hab./km²).

TORRE DE HÉRCULES OU DE BREOGÁM?
(O mito fundacional da nação galega)
Para todos os corunheses e corunhesas de nascimento a Torre de Hércules exerceu desde crianças uma magia especial. A cidade mudava, mas a sua poderosa presença, também simbólica, mantinha-se no decurso do tempo nas nossas vidas. À sua sombra passaram os diversos períodos da história, mesmo algumas das últimas e piores tragédias náuticas. Esta torre de luz, que ilumina desde há séculos o golfo Ártabro, contitui não só uma referência evidente e repetida da cidade da Corunha, senão também das origens míticas do nosso País.
No século XIX, quando a Renascença literária galega se desenvolvia, tentando estabelecer também do mito uma identidade própria e diferenciada para a Galiza, Eduardo Pondal recolhe deste lugar central da Artábria a personagem de Breogám -"a nação de Breogám-, para introduzi-la no seu poema “Os Pinos”, futuro Hino Galego. Para os historiadores e sonhadores do Ressurgimento o celtismo poderia ser o alicerce identitário. Estavam então de actualidade as lutas dos irlandeses pela sua emancipação nacional de Inglaterra.
Uma lenda que aparece no “Livro das Invasões”, escrito pelos monges irlandeses no século XII, que poderia ser local, transformou-se no mito fundacional da nação galega. Conta-ase nela que desde acima de uma torre -anterior à dos romanos- Ith, o filho de Breogám, enxergou a ilha de Irlanda. O patriarca Breogám -fundador de Brigântia e pai de todos os galegos e galegas- teve um neto chamado Mil ou Mile, que conquistaria e colonizaria Irlanda, vencendo os seus moradores. Os setes filhos deste último seriam os pais das sete nações celtas: Galiza, Irlanda, Gales, Escócia, Ilha de Man, Bretanha-Armórica e Cornualha. A sua denominação como Torre de Breogám, portanto, seria muito mais adequada do que a correspondente a do herói grego Hércules.
O arquiteto de possível origem lusitana, de Coimbra, Caio Sévio Lupo, construiu no século II o primitivo farol denominado “Farum Brigantium”, por causa da aldeia do mesmo nome que existia. A estrutura interna mantém muita da obra romana inicial. Aínda que a sua aparência presente se conseguiu no XVIII, en tempos do rei Carlos III, com a formosa reforma neoclássica realizada pelo italiano Eustáquio Giannini.
Considerava-se o desaparecido Farol de Alexandría como uma das sete maravilhas do mundo. A falta dele, temos a Torre de Breogám, Património da Humanidade, entre outros motivos, por ser o farol mais antigo do mundo em funcionamento.
A todos os galegos e galegas, independentemente da nossa origem local, tem-nos de fazer sentir orgulhosos que um dos prédios e espaços mais simbólicos da nossa identidade como País alcançasse uma reconhecida categoria internacional.


M
anuel Miragaia

 

Este site é uma produção independente de responsabilidade de seu idealizador.

   Editor Responsável: Filipe de Sousa

interncionallusofona2005@ todos os direitos reservados